Movimento "Atingidos pelo Trânsito" fechou rodovia no 21 de Abril
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Por Bruna Santos - ouropress
No sábado, dia 21 de Abril, dezenas de pessoas se concentraram na Avenida Pedro Aleixo, em Cachoeira do Campo, no Movimento dos Atingidos e Vítimas do Trânsito. O manifesto contou com a participação de populares que reivindicavam atenção às rodovias urbanas e rurais da região.
“Eu tô na luta, eu sou guerreiro, chega de morte do povo brasileiro” e diversos gritos de protesto, também como “Anastasia, qual é a tua? A sua mãe não atravessa a rua” e “Com luta e com garra, quebra-mola sai na marra”, entoaram o ritmo da manifestação. Os participantes caminharam pela rodovia com faixas, narizes de palhaço e cartões vermelhos e amarelos, como forma de repúdio às ocorrências registradas nos asfaltos.
Durante o protesto, os manifestantes lembraram casos ocorridos no trecho da manifestação, como a morte da senhora Maria do Carmo que foi atropelada com o neto no colo, em outubro de 2003, ao atravessar a avenida. “Nesta rodovia já houve sete atropelamentos com sete mortes”, pontua o morador cachoeirense José Augusto Conceição.
A Diretora da Obra Social Nossa Senhora Auxiliadora, irmã Gisélia Rodrigues de Souza, também participou ativamente da manifestação. “Eu estou consciente do perigo que as nossas crianças enfrentam ao atravessar essa rodovia sem o quebra-mola”, afirma a irmã sobre o risco acentuado pela recente substituição desses redutores de velocidade pela instalação de radar. “Depois de uma curva, permitir a velocidade de 60km/h é um risco para todas as crianças”, acredita a irmã Gisélia. A escola atende crianças do primeiro ao quinto ano, que, de acordo com a diretora, estão escrevendo cartinhas solicitando o retorno dos quebra-molas. As correspondências serão encaminhadas, junto a um abaixo-assinado feito pelos adultos, para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Após duas horas de manifestação, os líderes do protesto formaram uma comissão composta por quatro participantes – Irmã Eunice, Whelton Freitas, vereador Flávio Andrade e José Conceição – para se reunir, na sede do município, com o prefeito Angelo Oswaldo, e com o chefe do Gabinete Militar do Governador de Minas, Coronel Luis Carlos Dias Martins.
No encontro, o prefeito municipal chegou a um acordo com a comissão. Segundo o manifestante Whelton Freitas, ficou estabelecido um prazo de 20 dias para uma resposta. Se não forem atendidos, os manifestantes prevêem fechar o trevo de Saramenha como continuidade do protesto.
23/04/2012 13:18:41